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By: victor noronha

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Friday, 20-May-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
PARTE 6 - BALI (CONTINUAÇÃO)

BINGIN BEACH
MAIS UMA NO VULCÃO
O BARONG É UM SER ESPIRITUAL QUE AFASTA OS MAUS ESPIRITOS
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Como sempre,o que é bom dura pouco.Me despedi de Uluwatu, das meninas brasileiras, dos amigos balineses, e no último dia fiz uma tatuagem com o meu nome escrito em Balinês,para ter essa viagem marcada para sempre comigo.
Antes de voltar para o Brasil,ainda passei mais um dia em Londres.Lá visitei meu amigo Rhys mais uma vez. Fez mais um lindo dia de sol e comprei alguns cds e dvds raros na Virgin Mega Store, uma loja maravilhosa onde vc encontra de tudo.Pena que o dinheiro estava nas últimas...
No avião de volta pra casa eu me senti realizado porque tinha feito tudo o que eu tinha planejado,apesar de a Indonésia ter deixado aquele gostinho de quero mais.Me senti feliz e livre, porque ainda sou um homem jovem e provei para mim mesmo que posso realizar os meus sonhos.Essa foi uma das muitas
coisas que aprendi com esta viagem: QUANDO VOCE ACREDITA MESMO NO SEU SONHO, NAO TEM TERREMOTO, NAO TEM TSUNAMI... NAO TEM NADA QUE POSSA IMPEDIR ESSA CONQUISTA!
Para finalizar, também faço minhas as palavras do surfista Renan Rocha no filme Surf Adventures:"Se você fizer a melhor viagem da sua vida, você já vai querer fazer uma melhor ainda, vai querer proporcionar um momento ainda mais agradável pra você, resumindo: a busca é eterna, é infinita... se você falar que está satisfeito, você morreu."
Agora estou de volta a vida normal,aqui neste mundinho chamado Macaé. Mas já comecei a sonhar com a próxima aventura...



Thursday, 12-May-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
PARTE 5 - BALI

EU CAINDO EM ULUWATU
ULUWATU 2
DRAGÃO KOMODO
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"Welcome to Bali", dizia um outdoor luminoso no aeroporto.Eu estava tão feliz.O aeroporto de Bali é lindo, seguindo a mesma arquitetura rústica dos templos hindus,que são muitos na ilha.
Neste primeiro dia eu estava sem noção de preços e do que é caro ou barato.Acabei ficando em um hotel chiquérrimo, em Kuta, com piscina e uma banheira enorme na suíte, com TV, som e ar condicionado. Depois, dando uma volta na vizinhança , descobri um lugar mais simples e 10 vezes mais barato!! Mas tudo bem, valeu a pena ter uma noite de príncipe e curtir um pouco de conforto (depois de um ano de sacrifício juntando a grana para chegar lá).
Poppies Lane é uma ruazinha com transito caótico, cheia de lojas de roupa, cds piratas, restaurantes, artesanatos, hotéis,agências para passeios turísticos, locação de carro, motos, e , claro , pranchas de surf (90% dos visitantes são surfistas).
Chega a ser chato andar nas ruas de Kuta. A cada 10 segundos vem alguém te oferecer alguma coisa"Onde você está indo?O que você está procurando?Massagem? Quer alugar um carro? Quer alugar uma moto? Maconha? "Ladies"?Ecstasy?"
Saí correndo daquilo tudo e fui ver o pôr do sol no templo Tanah Lot com Wyan, um amigo balinês que trabalhava no Warung 96(ponto de encontro de surfistas em Kuta).Wyan me disse que essas pessoas chatas são da ilha de Java, que vem para Bali a procura de emprego e dinheiro. Ele me aconselhou a apenas ignorá-los (ti dak- não em indonesiano). As pessoas lá falam um inglês muito fraco, indonesiano entre si e também balinês (que é muito difícil, tive mais facilidade em memorizar palavras em tailandês).
Desde a Tailândia eu preferi fazer amizade com os nativos do que me juntar com outros turistas.Assim é mais fácil de se misturar com a cultura local.Wyan me levou numa cerimônia religiosa hindu, com seus músicos(gamelan),figuras místicas(barong)e devotos (homens de saia).
No dia seguinte aluguei um carro.Estava de saco cheio de passeios turísticos feitos por agências,com hora pra voltar. Lá , assim como na Tailândia, a mão é inglesa.Tive que reaprender a dirigir e por várias vezes paguei um nativo para me levar nos lugares onde eu certamente iria me perder para encontrar (vulcões, templos, vilas de artesãos).Foi a minha primeira vez em Uluwatu,uma praia famosa por seus tubos perfeitos.Aluguei uma prancha(mais tarde comprei uma em Kuta) e dei uma caída.A força das ondas, a extensão, a perfeição. a pressão da baforada no tubo, a água cristalina com os corais coloridos e aquele paredão dourado da falésia fizeram de Uluwatu o meu lugar preferido em Bali.Vou sentir muita saudade daqueles dias, quando eu ia com meu Suzuki e minha prancha para Uluwatu ouvindo Bob Marley no toca fitas. Por duas noites eu dormi lá , numa suíte a 5 minutos da praia. Era lua cheia, e a noite eu ia pra praia com o violão do dono da pousada e ficava cantando para as ondas refletindo o luar...Foi mágico.
No dia seguinte , na minha primeira onda, consegui pegar uma onda de série (uns 2 metros),onde fiquei lá dentro do tubo e saí com uma sensação de êxtase,bênção,difícil de descrever...
Bali tem muitas coisas exóticas e interessantes, além de uma balada maravilhosa, mas sem dúvidas o melhor de lá são as ondas. Vc fica louco , obsecado, viciado na adrenalina de dropar aquelas ondas e entrar naqueles tubos, apesar do perigo dos corais ali embaixo te esperando (fiquei todo ralado nos braços,mãos, pernas e costas nas duas vezes que surfei em "Bingin"). Acabei achando um crime chegar na Indonésia e ficar apenas duas semanas , principalmente pela quantidade de ondas que existem por lá , afinal são 3 mil ilhas na Indonésia, e eu conheci apenas uma!
Tem muito brasileiro em Bali. A maioria mora na Austrália lavando louça, fazendo limpeza e ganhando muiito bem .Quando vc diz que é do Brasil , os balineses já saem falando algumas palavras no nosso idioma: tudo bem? valeu! obrigado! "caraleo"! "boceta cabeluda"! (olha só o que os brasileiros ensinaram pra eles! ri muito).
Tirei uns dias para conhecer outras coisas na ilha (apesar de ficar com a consciência pesada por estar perdendo as ondas!).Assisti a dança do macaco e fiquei chocado. Uma das coisas mais legais de toda a viagem. É um coro de homens entoando um canto que parece um transe psicodélico, enquanto é representado, através de danças, um romance entre uma princesa e um deus-macaco.
Em uma outra noite, ainda sob a luz do luar, fiz uma caminhada até o topo de um vulcão ativo, de onde vi o sol nascer. Quando amanheceu, apareceram várias famílias de macacos (ver foto).
A Indonésia tem paisagens e atrações únicas, e pude ver um pouco em Bali : a dança do Barong, os terraços de arroz, o pássaro do paraíso (encontrado somente na Indonésia),o dragão de Komodo, os artesanatos (pipas, pinturas, esculturas em madeira)...
Assisti um funeral completamente diferente: Os balineses passam a vida economisando para ter um funeral especial. Eles acreditam que quando a pessoa morre, o espírito deve ser confundido para não voltar mais este mundo e ir para um plano espiritual mais evoluido.Para isso , o corpo é colocado numa espécie de carro alegórico, e inicia-se uma procissão até o local da cremação, seguido por uma banda que toca bem alto (para assustar os maus espíritos). O carro dá várias voltas em torno de si para confundir o espírito do falecido. Chegando no local , o corpo é colocado num boi (tipo esses bois de carnaval), onde finalmente é cremado.Não se vê pessoas chorando.Eles tem uma visão bem mais conformada sobre a morte.
Ritual estranho, né? Voltei não só com a bagagem de roupas e lembranças, mas também uma boa bagagem cultural.
(Continua na parte 6 )


Wednesday, 11-May-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
PARTE 4 - TAILÂNDIA (NORTE)

CHIANG MAI
LONG NECK WOMAN("PESCOÇUDAS!")
OLHA O PASSO DO ELEFANTINHO...
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O norte da Tailândia também é demais.A cidade de Chiang Mai é o ponto de partida.Lá mesmo tem coisas muito interessantes, como o mercado noturno (Chiang Mai Night Bazaar - muito artesanato legal, mais barato que em Bangcoc), um templo no alto de uma montanha (onde está guardado um dos ossos do Buda), a tribo das mulheres girafas(pescoçudas) e o Zoológico (!), com ursos pandas e várias espécies de animais que não vemos nos zôos daqui.
Seguindo o calendário budista, o réveillon na Tailândia é comemorado no mês de abril. Eu estava lá nessa época e pude conferir a virada para o ano 2548(!!!) com uma grande festa, que dura 5 dias ( de 11 a 15 de abril). Nestes 5 dias as pessoas tem como tradição jogar água umas nas outras, simbolizando purificação e afastamento das energias ruins que ficaram pra trás. É uma grande festa (water festival) ,muito divertido, vc fica simplesmente encharcado. O dia 13 é o ponto culminante dessa festa, com uma parada na rua. Eles retiram as imagens de Buda dos templos e colocam em uma espécie de carro alegórico. Daí as pessoas jogam água nas imagens para trazer prosperidade e sorte no ano novo. É como se fosse um carnaval,mas nada de azaração ( evento religioso).Na parte da manhã, antes da procissão, os monges abançoam as pessoas nos templos e amarram uma pulseira branca no braço direito, para trazer proteção espiritual.Neste dia as pessoas também usam guirlandas (cordões feitos de flores).
Existem várias aldeias no norte da Tailândia, entre elas a das mulheres-girafa.Segundo a tradição, os 7 quilos de anéis em volta do pescoço era usado para se proteger dos tigres e como símbolo de riqueza, mas hoje elas vivem da venda de artesanato em suas vilas. Elas falam sua própria língua (não falam tailandês) e apenas algumas palavras em ingles para negociar com os turistas... são muito simpáticas.
Também fui no Triãngulo Dourado, uma região formada pelas zonas fronteiriças da Tailândia, Birmânia e Laos, separadas por um rio, a 200 kms da China( província de Yunan).Tão longe de casa...
Passei mais dois dias em Bangcoc , onde ainda peguei o último dia das festas do reveillon (lá, além de molhado , vc ainda fica com o rosto pintado de branco quando sai nas ruas!!ver foto).Os tailandeses são ótimos para se fazer amizade.Voltei cheio de contatos de e-mails.O país é lindo.Fiquei um pouco triste quando fui embora, mas de repente me dei conta que ainda estava indo realizar mais um sonho: Bali!! (continua na parte 5)


Tuesday, 10-May-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
PARTE 3 - TAILÂNDIA(SUL)

MAYA BAY ("A PRAIA")
MAYA BAY 2
MAYA BAY 3
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Cinco dias de muito sol e praia no sul da Tailândia. Água quente e cristalina.Ilhas perfeitas para mergulho (eu vi o peixe-"NEMO"-palhaço!). Fiquei hospedado em um bangalô na beira da praia, isolado da civilização (só dava pra chegar lá de barco)!Esse lugar é perto da cidadezinha de Ao Nang, na província de Krabi. Fiz várias amizades por lá: um casal de Alemães com quem conversei muito (dei uma coletânea de velhos sucessos do Jorge Bem pra eles), 3 caras da Skandinávia, e 1 de Londres (Steve).Palavras são desnecessárias para falar das praias que visitei.Melhor conferir as fotos. Lembro de que por duas vezes a beleza daquele mar me fez chorar, sem brincadeira!

Vi algumas coisas bem estranhas no Sul da Tailândia:

- No final da praia de Phra Nang tem uma caverna com um templo, onde os nativos fazem orações e deixam como oferenda um pênis feito de madeira, afim de obter a graça. Daí tem um monte de pênis no altar, de todos os tamanhos e cores! Mais tarde descobri que isso é uma tradição do país vizinho,Laos.

- Numa vila na Baía de Phang Nga,vi ratos (não ramsters) sendo criados em gaiolas, como se fossem pássaros.Não entendi nada!

Os melhores passeios que fiz no sul foram quando alugava barcos particulares com o barqueiro para me levar nos lugares onde queria ir, saindo da rota e do horário dos turistas.

Primeiro fui nas ilhas Tap e Mor, onde vc pode caminhar entre elas na maré baixa.Quando chegamos lá já não tinha nenhum turista e o pôr do sol foi maravilhoso. No dia seguinte, cedinho fui o primeiro a chegar em Maya Bay (onde foi filmado A PRAIA).Por 30 minutos a praia foi só minha! Lembro que eu estava caminhando na areia quando ouvi um pássaro cantando.Procurei de onde vinha e encontrei um lindo pássaro azul,que mora naquela praia sagrada. Mas depois o pássaro voou quando avistou um barco cheio de turistas se aproximando. Senti que também era hora de zarpar...As ilhas são maravilhosas para mergulhar, com peixes e corais megacoloridos.E pensar que quase desisti dessa viagem por causa do Tsunami...O único vestígio de destruição que vi foi na ilha de PEE PEE, que já está se recuperando( parei lá por 30 minutos para almoçar). Ainda tem várias outras ilhas por ali, que vi apenas de cima do avião(que pena...)enquanto voava de volta para Bangcoc, a caminho do Norte da Tailandia (continua na "Parte 4").





Monday, 9-May-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
PARTE 2 - TAILÂNDIA (BANGKOK)

TUK TUK
MERCADO FLUTUANTE
GRAND PALACE
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Enquanto eu seguia para a Tailândia, o visual pela janelinha do avião era fantástico: montanhas de cor marrom,cobertas de neve, em algum lugar entre Herat e Kabul, perto do Terã. A alma,eufórica, agradecia por tudo...

Depois de ver tudo muito limpo e organizado em Londres, adorei a bagunça que é a cidade de Bangcoc! Outra comparação: na imigração os oficiais são muito mais simpáticos do que em Londres.Aliás, os tailandeses são muito amáveis.

No idioma Tailandês, o nome Bangcoc é uma palavra de 152 letras, que significa “cidade dos anjos, grande cidade dos imortais, magnífica cidade do deus Indra, sede do rei, cidade dos templos brilhantes, cidade dos esplêndidos palácios e domínios do rei, casa de Vishnu e de todos os deuses”. Os templos budistas da cidade realmente traduzem tudo isso.O Grand Palace,por exemplo,reúne Budas de ouro, esmeralda e jade.A arte nesses templos é um ato de fé , por isso não conhece limites .É quase psicodélica (ainda mais ouvindo as músicas do filme Yellow Subamrine, dos Beatles, no walkman) !

Fora dos templos, poluição, pobreza, trânsito caótico e uma mistura única de cores,cheiros e sabores.Negocia-se tudo, o tempo todo.Em minha primeira noite em Bangkok, fui até o mercado de Patpong, onde compram-se pequenas réplicas de Buda em frente a clubes de sexo (moças de biquíni numerado em troca de um pouco mais de 10 dólares). O Ping Pong Show (mulheres que fazem acrobacias com os genitais) foi uma das coisas mais bizarras que já vi na vida, e ao vivo!O show tem a intenção de ser sexy, mas todo mundo morre de rir.Algumas poucas mulheres turistas aplaudiam, chocadas.
Fiquei hospedado na Kao Sam Road, uma rua que é o ponto de encontro de mochileiros de todo mundo.Banquinhas com livros de segunda mão, cds, camisetas,phat thai (macarrão frito com legumes),baratas e gafanhotos fritos (não tive coragem de experimentar !),albergues, hotéis baratos, hinos dos anos 60 e 70 e Bob Marley em toda parte.Ouve-se inglês, italiano, japonês, francês, espanhol, alemão e, claro tailandês. À noite a rua é uma festa.

A comida da Tailândia é boa – para quem gosta de pimenta (não é o meu caso)!No começo era muito bom, mas aí a pimenta começava a queimar , e eu precisava de 2 garrafinhas de coca cola para conseguir mandar pra dentro!! Já comeram sorvete com arroz? Coisa normal por lá. A maioria das pessoas come na rua, tipo aquelas barraquinhas de cachorro quente que tem aqui (“podrão”).Mas com o passar dos dias comecei a achar tudo muito sujo e passei a apelar por pizza e Mc Donnalds.

Fiquei em Bangkok 4 noites: duas na chegada e duas antes de ir para Bali, depois de passar alguns dias no Sul e em seguida no Norte da Tailândia.Na primeira estada, conheci alguns templos como o Wat Pho (onde está o Buda deitado, de 15 metros de comprimento) e experimentei a tradicional massagem tailandesa (“di-mak!” –muito bom em tailandês). Na segunda estada,curti mais um pouco a noite (festa do reveillon,boates) e fui até o Mercado Flutuante, que fica fora da cidade(Ratchaburi), mas vale a pena visitar pelos artesanatos e outras coisas interessantes naquela área (show de encantadores de serpente, danças nativas e elefantes).
Tenho boas lembranças de Bangcoc e minhas idas e vindas de tuk-tuk,um carrinho aberto de três rodas que faz maluquices no trânsito, dando a sensação de estar num parque de diversões....(continua na Parte 3)





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